segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Realismo começou no Brasil em 1881, com a publicação do livro “O Mulato”, de Aluisio Azevedo. O ponto mais alto do Realismo se deu na década de 90 com o Simbolismo, e termina em 1922 com o Modernismo.
A estética realista apresenta 3 faces principais:
1- A prosa realista e naturalista representada por Aluisio Azevedo, Machado de Assis, Raul Pompéia, entre outros;
2- A poesia parnasiana é representada por Olavo Bilac, Vicente de Carvalho, entre outros;
3- O teatro de costumes, representado por Artur Azevedo.
O Realismo no Brasil despontou inúmeros poetas e prosadores e, entre eles o autor de maior expressão, Machado de Assis.
O Realismo seguiu três direções fundamentais:
1- defendia o aproveitamento das conquistas da Ciência, buscando o máximo de objetividade da realidade concreta (fotografia);
2- Usava a obra de arte para combater as instituições decadentes (burguesia, o clero e a monarquia).
3- O realismo buscava a essência dos seres e das coisas, vasculhando a psicologia íntima dos personagens.
A prosa realista era regionalista e cultivou o romance e o conto.





Aluisio Azevedo
Aluisio Tancredo Gonçalves Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão em 14 de abril de 1857. Atraído pelas artes plásticas, mudou-se para o Rio de Janeiro. Com a morte do pai, voltou à cidade natal, onde passou a trabalhar na imprensa. Iniciou sua trajetória como ficcionista. Escreveu “Uma Lágrima de Mulher” (1880) e “O Mulato” (1881). Retornou ao Rio de Janeiro, como escritor e jornalista. Insatisfeito com a imprensa, tornou-se diplomata. Serviu em Nápoles, Japão e em Buenos Aires, onde faleceu em 21 de janeiro de 1913.

O Cortiço
Romance publicado no Rio de Janeiro em 1890. Como o próprio título sugere, a estória tem como tema uma habitação coletiva fluminense, no fim do século XIX. O cortiço foi construído por João Romão, um português ambicioso e inescrupuloso que explora o próximo e emprega todos os ardis, desde uma pequena diferença no metro até um peso furtado. Aos poucos vai adquirindo terrenos e construindo pocilgas, onde abriga os trabalhadores de sua pedreira, situada nos fundos do cortiço. Existem vários dramas dos personagens: Rita Baiana, mulata faceira; Pombinha, menina inocente que se prostitui; Jerônimo, português brioso que cede aos dengues da mulata; Florinda, Leocádia, etc... João Romão, ajudado pela negra Bertoleza, criada e amásia enriquece. A mudança de Miranda para o sobrado ao lado faz João Romão sonhar com sua ascenção social. Tanto faz que acaba casando com Zulmira, filha do Miranda. Bertoleza, ao saber do casamento, suicida-se.

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