O Realismo foi um movimento artístico que se manifestou na segunda metade do século XIX. Caracterizou-se pela intenção de uma abordagem objetiva da realidade e pelo interesse por temas sociais. O engajamento ideológico fez com que muitas vezes a forma e as situações descritas fossem exageradas para reforçar a denúncia social. O Realismo representou uma reação ao subjetivismo do Romantismo.
Nas Artes Plásticas a tendência expressou-se sobretudo na pintura. As obras privilegiavam cenas cotidianas de grupos sociais menos favorecidos. O tipo de composição e o uso das cores criou telas pesadas e tristes. O grande expoente foi o francês Gustave Courbet (1819-1877). Também destacou-se Édouard Manet.
Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832, Paris — 30 de abril de 1883, Paris) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX.
Após os seguidos fracassos ao tentar entrar para Escola Naval, Manet consegue apoio de seus pais para estudar no ateliê do pintor e mestre Thomas Couture, onde ficou por seis anos, durante os quais procurou aprender as bases técnicas da pintura e fez cópias de obras expostas no Louvre (cópias de obras de Ticiano, Velazquez, Tintoretto e Delacroix). Manet completou seu aprendizado viajando e conhecendo museus de outros países euporeus (Itália, Holanda, Alemanha, Áustria e outros). Em uma das viagens à Itália, Manet copiaria "Vênus de Urbino" de Ticiano que seria sua inspiração para fazer anos depois "Olympia".
Manet era criticado não apenas pelos temas, mas também por sua técnica, que escapava às convenções acadêmicas. Ele era inspirado pelos mestres clássicos e em particular pelos espanhóis, influenciando artistas do Impressionismo em virtude da pureza de sua abordagem. Foi considerado um dos fundadores da arte moderna. Suas principais obras foram: Almoço na relva ou Almoço no Campo, Olympia, A sacada, O tocador de pífaro e A execução de Maximiliano.
Manet pode ser considerado como o último representante da tradição e o primeiro entre os modernos na pintura francesa. Pertence à tradição pelo seu apego aos mestres do passado, cuja lição recria em várias obras, e também pela insistência em procurar o reconhecimento oficial. E é o primeiro entre os modernos por exprimir uma nova concepção da realidade e de sua representação por meio da arte.
Manet foi rejeitado pela primeira vez no Salão de 1859, embora ainda fizesse concessões ao gosto da época. Em 1861, dois de seus quadros foram bem recebidos pelo Salão, mas o estilo dessas obras ainda era o do realismo tradicional.
O choque definitivo entre Manet e os juízes do Salão veio com o "Almoço na relva", em 1863. Embora o seu modelo fosse um quadro clássico, o "Concerto campestre", de Giorgione, a obra de Manet foi julgada insolente pelas suas características eróticas. O quadro foi exibido no Salão dos Recusados, aberto no mesmo ano para os pintores que não eram admitidos ao Salão.
Almoço na relva, de 1863
Fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Édouard_Manet Acesso em 26/08/2010.
http://educacao.uol.com.br/biografias/Edouard-Manet.jhtm Acesso em 26/08/2010.
http://www.algosobre.com.br/literatura/realismo.html Acesso em 30/08/2010
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