O Realismo Socialista foi o estilo artístico oficial da União Soviética entre as décadas de 1930 e 1960, aproximadamente. Foi, na prática, uma política de Estado para a estética em todos os campos de aplicação da forma, desde a Literatura até o Design de produto, incluindo todas as manifestações artísticas e culturais soviéticas (Pintura, Arquitetura, Design, Escultura, Música, Cinema, Teatro etc.).
O Realismo Socialista está diretamente associado ao comunismo ortodoxo e aos regimes de orientação ou inspiração stalinista.
Nos países da antiga URSS (notavelmente a Rússia, a Bielorrússia e a Ucrânia), o estilo do realismo socialista é tomado como sinônimo de jdanovismo, a estética oficial assim batizada em referência a Andrei Jdanov, comissário de Stalin responsável pela produção cultural e propaganda.Gustave Flaubert é o segundo dos 6 filhos[3] do médico Achille Cléophas Flaubert (1784-1846), cirurgião-chefe do Hospital de Ruão, e sua esposa Anne Justine, nascida Fleuriot (1793-1872). Passa a infância ao lado dos irmãos no Hospital onde o pai trabalha.
Estuda no Colégio Real, onde faz amigos para a vida inteira, tais como Louis Boulhiet (1829-1869), poeta; Maxime Du Camp (1822-1894), futuro editor e jornalista, e Alfred Le Poittevin, morto prematuramente. Interessado em literatura, dirige o semanário escolar, “Arte e Progresso”.
Aos 15 anos, interessa-se por teatro, e compôe um drama em 5 atos, em prosa, “Luís XI”. Em 1837, escreve seu primeiro romance, “Rêve d'enfer”, uma obra ainda imatura e juvenil, mas que já vislumbra os traços que caracterizariam suas futuras heroínas. Também aos 15 anos se apaixona, por uma mulher casada e onze anos mais velha do que ele, Elisa Schlesinger, a qual amará, talvez, pela vida toda; só declara, porém, o seu amor 30 anos mais tarde, através de uma carta. Embora viúva, Elisa já não quis desposá-lo. Elisa terminou sua vida em um asilo para doentes mentais[4].
O amor impossível, em especial por Elisa Schlesinger, inspira vários de seus livros: “Mémoires d'un fou”, em 1838, “Novembre”, em 1842, e as duas versões de “L'Éducation sentimentale”, em 1845 e 1869.
Inicia os estudos de direito, em Paris, para contentar o pai, porém não consegue se interessar pelas aulas, levando uma vida boêmia, gastando todo o dinheiro que o pai mandava despreocupadamente. Após ter sido reprovado nos exames de direito na Universidade de Paris, começa a ter crises nervosas, com alucinações e perdas de consciência, que os médicos diagnosticam como histérico-epilépticos. Seu pai o trata com sangrias e dietas, isolando-o em um sítio em Croisset, às margens do Sena. Há uma melhora das crises, que só iriam retornar no fim da vida. Durante esse seu retiro, falece seu pai e a irmã Caroline, aos 22 anos, após dar à luz uma menina.
Em 1846, Flaubert conhece Louise Collet, separada do marido e mãe de uma jovem de 16 anos, amante do filósofo Vitor Cousin, e inicia um romance. Louise era considerada, pelos amigos, presunçosa e afetada, pouco espontânea, exatamente o oposto da recatada Elisa Sclesinger.
Flaubert rompe com Louise em 1848 e, mergulhado na literatura, não percebe as transformações da França, tais como a revolução desse mesmo ano, que derruba o Rei Luís Filipe e entrega o poder a Napoleão III, proclamado imperador em 1852.
Nesse período Flaubert perde o amigo Le Poittevin, companheiro de infância, e sua saúde se abala. Gustave organiza, com o amigo Maxime du Camp, uma longa viagem ao Oriente, entre 1849 e 1852; viaja ao Egito e à Jerusalém e, ao retornar, passa por Constantinopla e Itália. Colhe informações para escrever, mais tarde, Salammbô, uma reconstituição da civilização Cartaginense na época das guerras púnicas.
Em 1851, tem início Madame Bovary, obra realista que o tornaria célebre e que levaria 5 anos para concluir.
Em 1866, recebe a Legião de Honra do governo francês.
Entre 1870-1871, os prussianos ocupam uma parte da França, e Flaubert se refugia com sua sobrinha, Caroline, em Ruão; sua mãe morre em 6 de abril de 1872 e, nessa época, passa por dificuldades financeiras.
Em 1874, escreve La Tentation de Saint Antoine (1874), inspirada num quadro de Bruegel. Em 1877, aos 55 anos, escreve “Trois Contes”, entre eles um que é considerado sua obra-prima, “Un cœur simple”, a história de uma criada bondosa e tola, Félicité, inspirada em Julie, empregada que servira Flaubert e sua família até morrer.
Sua obra Bouvard e Pécuchet fica inacabada e foi publicada posteriormente.Pouco antes de sua morte, vende suas propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha, e passa a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine.
Seus últimos anos são marcados por dificuldades financeiras. Morre subitamente, provavelmente de AVC, e é sepultado no Cemitério Monumental de Ruão, em presença daqueles que ele reconhecia como seus mestres: Émile Zola,Alphonse Daudet, Edmond de Goncourt, Théodore de Banville e Guy de Maupassant[5].
- "Rêve d'enfer" (“Paixão e Virtude”) 1837
- Mémoires d'un fou (“Memórias de um Louco”) 1838
- Novembre (“Novembro”) 1842
- Madame Bovary (“Madame Bovary”) 1857
- Salammbô (“Salambô”) 1862
- L'Éducation sentimentale (“A Educação Sentimental”) 1869
- Lettres à la municipalité de Rouen, 1872
- Le Candidat (peça), 1874
- La Tentation de Saint Antoine (“A Tentação de Santo Antônio”) 1874
- Trois Contes (“Três Contos”) (Un cœur simple (“Um Coração Simples”), La Légende de Saint Julien l'Hospitalier e Hérodias), 1877
- Le Château des cœurs (teatro), 1880
- Bouvard et Pécuchet (inacabado), 1881
- À bord de la Cange, 1904
- Par les champs et les grèves, 1910
- Œuvres de jeunesse inédites, 1910
- Dictionnaire des idées reçues, 1913
- Lettres inédites à Tourgueneff, 1947
- Lettres inédites à Raoul Duval , 1950
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